Esperando Robin terminar faculdade

Se eu fosse fazer uma lista de dez melhores discos dos ultimos dez anos com certeza incluiria os dois discos do Fleet Foxes. Não consigo achar nenhuma banda mais legal nos ultimos tempos e os discos deles me dão vontade de parar tudo que estou fazendo.

O problema é que desde o ultimo album Helplessness Blues em 2011 não temos mais notícias de um próximo trabalho. Rolou uma turnê por lá, porém, também nenhuma sinalização de algum show por nossas terras. A ultima notícia que eu tinha era do baterista se demitindo da banda. Esse inclusive fez grande sucesso na sua carreira solo sob a alcunha de Father John Misty. Aparentemente goza até de uma popularidade maior que os Fleet Foxes por aqui.

O fato é que, no final de abril, o vocalista Robin Pecknold deu notícias pelo Facebook sobre como andam as coisas : Continue reading

Aguaturbia

A internet pode ser uma ferramenta poderosa em facilitar a busca por bandas esquecidas ou perdidas no tempo, seja baixando arquivos ou obtendo através de serviços de streaming. É um pecado que isso seja tão mal aproveitado as vezes com a maioria das pessoas buscando músicas já consagradas e constantemente repetidas em qualquer rádio, TV ou canal mais popular.

Lembro de uma situação comum nos anos 90 – em uma era pré-Napster – quando existia o Teleguiado, um programa na falecida MTV em que o apresentador ligava pra casa das pessoas dando a oportunidade de escolher um clipe para passar ali na hora (pensa em como isso tudo é ultrapassado hoje), dava um ódio incrível quando o sortudo pedia um clipe que já estava estourando de passar durante todo o dia, as vezes pediam o clipe que já era líder no Top MTV. Era revoltante! Como alguem podia ser tão idiota ? Por que não pedia um clipe mais antigo, um daqueles que nunca passaria na programação normal ? Mesmo que fosse da mesma banda, mas pedisse uma daquelas musicas do início da carreira, qualquer coisa …

Hoje essa formula está totalmente ultrapassada. Escolhemos a musica ou clipe que quisermos a qualquer hora que quisermos. O desafio é conseguir filtrar alguma qualidade nesse oceano de porcarias e mesmices. Mas com certeza é um desafio muito menos custoso do que nos anos 90. Tão menos custoso que a experiência perde bastante o valor. Difícil alguem ter a consciencia de dar uma segunda chance a uma musica que não gostou de primeira vez. As vezes nem é dada a chance de terminar a música.

Divaguei nesse texto enquanto escuto no repeat uma banda chilena, que conheci aleatóriamente pelo YouTube, do início dos anos 70 e acho pertinente que todos conheçam. Não sei em que outro momento ou oportunidade eu conheceria essa banda. Nunca tocaria na 89FM, não teria um clipe pra passar na MTV, muito provavelmente você não encontraria nada se saísse perguntando nas lojas da galeria do rock ( e, se achasse, podia deixar um rim lá ).

Mas vamos lá :
Aguaturbia foi formada em 1968 e gravou seu primeiro album em 1970. Oferece um blues psicodélico com um lindo vocal feminino de Denise, seu marido e líder da banda Carlos Corales na guitarra, Ricardo Briones no baixo e Willy Cavada na bateria.
Destaque para a magnética “I Wonder Who” e a versão mais viajada que eu já ouvi de “Crimson & Cover”.

Aguaturbia :

1. Baby
2. Erótica
3. Alguien para amar
4. Ah ah ah ay
5. Rollin’ and tumblin’
6. Uno de estos días
7. Carmesí y trébol
8. Eres tú

Psychedelic Drugstore :

1.- Somebody to love (0:00)
2.- Erotica (3:04)
3.- Rollin’n’ tumblin’ (6:54)
4.- Ah ah ah ay (10:01)
5.- Crimson & Clover (12:50)
6.- Heartbreaker (23:25)
7.- Blues of the Westside (29:07)
8.- Waterfall (35:24)
9.- Evol (39:10)
10.- I wonder who (47:55)
11.- Aguaturbia (50:51)

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The Oh Sees de novo

O disco que mais gostei de ouvir em 2013 foi o Floating Coffin do The Oh Sees. 

Sem muito alarde. Parece que ninguem falou muito desses caras. Eu mesmo já tinha ouvido falar deles em outras ocasiões mas confesso que o nome da banda me espantou. “Oh Sees” é uma bosta de nome pra uma banda. Mas ouvindo esse disco fiquei viciado.

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A arte psicodélica dos cartazes de Victor Moscoso

A arte psicodélica é uma forte marca do final dos anos 60. Tanto a música como as artes visuais dessa corrente tentavam expressar experiencias lisergicas que davam todo o aspecto revolucionário que o momento pedia.
Acho os cartazes de shows dessa época uma diversão à parte e nesse post vou dar ênfase aos produzidos por Victor Moscoso.

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